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never ending story

Vista do centro do cromeleque, do topo de um menir.

No Cromeleque de São Cristóvão, em plena Serra de Montemuro, o círculo de pedras orienta-se com o sol. Todo o local é como um cálice onde o horizonte distante se funde com o horizonte mais próximo, criando uma linha continua.

É como se estivéssemos numa montanha invertida, numa fossa redonda, num cálice terreno, no útero, uníssono, redondo, cíclico.
Na ausência de picos de montanha ou outros marcos naturais, 3 pedras (clica na imagem, para ampliar) fazem de marcador criando um calendário, orientando o universo dos nossos antepassados (e o nosso).
A pedra que está mais à esquerda, mais próxima do Norte, marca o dia mais longo do ano. A que está mais à direita marca a noite mais longa do ano. Há uma no meio ainda... marcará essa o equilíbrio?

Por trás de cada pedra redonda e calva nasce o sol, marcando a viragem das estações, marcando o eterno fluir de Gaya, marcando os ritmos do Homem... por dentro e por fora.
Como diz o meu filho pequeno: "oh Mãe, isto nunca acaba, pois não? volta sempre?". E eu respondo que é como um círculo que roda sobre si mesmo... lembrando-nos da constante renovação, da constante celebração... da vida.

Feliz Yule ou Feliz Natal, conforme o caso!
Sigamos essa estrela que promete o reino da luz, deste novo ciclo que agora começa. AHO!
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